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26 enero Um quase tudoTrabalho. Escrevo. Saio. Bebo. Ouço música. U2 e Mary J. Blige - One. Vejo a Ally. Passam as horas. Almoço. Quase nunca janto. E no entanto. Foi a vida que escolhi. Não me arrependo. Uma mágoa. Ivo. Uma tristeza. Paulo. Uma decepção. Filipe. Uma ilusão. Pedro. E o mais importante. Os amigos. A Carina. O Couto. O Jorge. A Claudia. As coisas boas. As bifanas do Conga. O Tropical fora de horas com o Couto. A feira de Espinho com a Carina. Os cachorros das rolotes com o Jorge. As jantaradas de lasanha com a Claudia. As saudades. Sandrina no Luxemburbo. Verónica em Paris. Á distância do Skype. Mais coisas boas. As compras de sábado de manhã no Mercado do Bolhão. A casa nova que há-de vir. Os novos amigos. Sílvia. A quase cura da mãe. A família unida. 25 enero Oh can’t you see what our love has done?U2 Window in the Skies"
The shackles are undone The bullets quit the gun The heat that’s in the sun Will keep us when there’s none The rule has been disproved The stone it has been moved The grain is now a groove All debts are removed, ooh Oh can’t you see what our love has done Oh can’t you see what our love has done Oh can’t you see what our love has done What it’s doing to me Love makes strange enemies Makes love where love may please Soul and its striptease Hate brought to its knees The sky over our head We can reach it from our bed You let me in your heart And out of my head Oh can’t you see what our love has done Oh can’t you see what our love has done Oh can’t you see what our love has done What it’s doing to me Ah ah ah ah, ohh Ah ah ah ah, ohh Please don’t ever let me out of here I’ve got no shame Oh no, oh no Oh can’t you see what love has done? Oh can’t you see? Oh can’t you see what our love has done? What it’s doing to me? Oh can’t you see what our love has done? I know I hurt you and I made you cry Oh can’t you see what our love has done? Did everything but murder you and I Oh can’t you see what our love has done? But love left a window in the skies What it’s doing to me? And to love I rhapsodize Oh can’t you see what our love has done? To every broken heart Oh can’t you see what our love has done? For every heart it cries Oh can’t you see what our love has done? Love left a window in the skies What it’s doing to me? And to love I rhapsodize 24 enero Recuperando a cabeçathat I would be good even if I lost sanity
that I would be good
whether with or without YOU
Allanis Morissette 19 enero BanalizaçãoE tudo banalizaste... o nosso amor quando dormiste com outra... a nossa música quando deixaste de pensar em mim quando a ouves tocar na rádio... o tasco onde almoçavamos porque já a levaste lá... as palavras de amor que juravas só ter dito a mim já lhas disseste... tudo banalizaste... e esperavas que eu fizesse o mesmo. E eu fiz. E tudo banalizei também. Agora já não olhamos nos olhos um do outro. Temos vergonha do que lá podemos encontrar. Esquecemos as verdades que dissemos. Recordamos as mentiras porque é mais fácil assim... Trocamos acusações. E já nem amigos somos. Teremos sido? Tenho vergonha de ti. 12 enero De repente, a esperança voltou....Num corredor de hospital sutorno, entre passos apressado pelo encerrar das visitas, caminhava em direcção às escadas que me levariam ao 5º piso, Cirurgia 3. No sentido oposto, Daniela, apressava-se para a saída depois de um dia no bloco operatório. Os nossos rostos cruzaram-se num relance. Um minuto para nos reconhecermos entre a gente que se cruzava com destinos opostos. Paramos. Disse-lhe que andava há dois dias à sua procura. Ela sorriu. Perguntei-lhe quando poderíamos falar. "Agora!", respondeu ela. Quis saber como tinha corrido a operação ao fígado a que a minha mãe tinha sido submetida por ela. "Bem, removemos todos os cancros que estavam localizados na metade direita do órgão. Ficou sem metade do fígado, mas é perfeitamente normal, é um órgão que se regenera e não há problema nenhum!" A dúvida permanecia face à boa notícia. "E viram mais algumas metástases?" A resposta foi negativa. "Para já não! Mas vai ter de fazer quimio-terapia, porque faz parte do protocolo!" A tranquilidade das palavras de Daniela esvaziaram a minha ansiedade. Pela primeira vez desde há ano e meio, sinto a esperança a correr pelas veias. Um fôlogo de vida num corpo que já se sentia cadáver. A ressureição. Agora posso descansar e contemplar a minha OBRA. Um ano e meio em que andei com a minha mãe ao colo, sem deixar que ela desmoronasse. Um ano e meio em que lutei pela harmonia em minha casa entre o meu pai, a minha mãe e o meu irmão. Um ano e meio em que lutei pela minha prórpia vida apenas para poder continuar a lutar pelos outros. Agora, retomo a minha vida para mim, no ponto em que a tinha perdido: dia 23 de Junho de 2005. 11 enero Palavras da minha prima LindaNão chores filha, que eu já chorei muito e fizeram troça de mim. Ri. Estou a ver a tua cara e quero-te a rir e com força. Não desanimes na adversidade. Na tua casa tu és o soldado. Alguém tem sempre de ser o soldado de Deus. És tu, minha filha. Quando caminhares na rua se sentires o adversário diz: Senhor que eu ponha o meu pé onde tu tiraste o teu. E sê forte. Tu és o pilar. Bençãos do Céu. Ao amor da minha vidaPaulo, meu amor, minha vida. É sempre com estas palavras que chamo pelo Pedro Miguel, meu amor, minha vida. Deixa que te aplique as mesmas palavras. Meu amor, não tinhas de me ter tratado mal para que eu me estivesse agora preparada para o sofrimento que estou a passar. Contigo senti-me a pessoa mais amada do mundo. Nunca me senti desamparada. Estiveste sempre presente. Nunca deixaste uma lágrima minha por enchugar. Foste um colo onde me deixei embalar tantas vezes na certeza de nele encontrar tudo o que sempre precisava. Foi assim durante nove anos. Dizes que não faz mal eu ter sido tão dependente de ti, ainda que só me tivesse apercebido disso depois da nossa separação. Mas a dependência emocional em relação a ti teve os seus efeitos nefastos quando deixaste de ser o centro da minha vida. Porque eras. Embora nem sempre te sentisses assim. Não quero com isto dizer que tiveste culpa em me ter protegido tanto. Eu também só percebi que era protegida quando me senti completamente desprotegida sem ti. Fui procurar protecção numa paixão, mas não sabia que só o amor é capaz de proteger. As coisas correram mal com o Ivo, porque ele não estava à tua altura. Nem tinha de estar. Porque ele exigiu de mim o que tu nunca exigiste, mas devias ter exigido. E eu não fui capaz de mais, devia ter sido. Agora dizes-me que eu preciso de alguém que me leve ao colo. Entendo que estejas preocupado comigo. Como eu desejava ver essa preocupação no Ivo, mas não a vejo. Meu amor, minha vida, entende que quero caminhar sozinha. Tens assistido aos meus trambolhões, gostava de tos poder esconder, para não te preocupar, mas não sou capaz. Criamos entre nós este hábito de eu te contar tudo que é impossível contrariar. Confia em mim. Vou ficar bem. Mas por agora só quero ver as minhas pegadas na areia. 10 enero Partida, largada, fugida...Corro. Cinco horas da tarde. Ribeira. Miragaia. Corro rápido. Não por me incomocar a chuva. Trago um gorro preto que abriga o meu pensamento. Não por me incomodar o frio. Corro há uma hora e já transpiro. Corro rápido porque fujo. Não que venha alguém atrás de mim. Fugo daquilo em que não me quero transformar. Rápido. Porque já perdi tempo de mais. Corro com o rio como companhia. Mas ele sabe conde vai. Eu não. Apenas corro. Ligeira. As pernas não tremem. Não há cansaço. Não há vontade de parar. Anoitece. Chove mais. E a corrida não abranda. Seis horas. Sete horas. Voltar? Para onde? Não tenho lugar marcado em sítio nenhum. Continuo a correr. |
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