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26 marzo Macrobiotecando a vidaAderi à cultura macrobiótica. Bem a propósito da fase em que me encontro. Onde à falta do original me esfoço por me satisfazer com sucedâneos. Se não, veja-se como fazem os macrobióticos e apliquem-se estes princípios à vida, em geral. Os macrobióticos não comem carnes vermelhas. Substituem-nas por TOFU. Uma espécie de pedaços brancos de queijo de cabra, eu disse espécie, porque na verdade é feijão de soja. Lê-se na embalagem: "O seu sabor quase neutro e textura maleável, permitem uma grande flexibilidade culinária, podendo assumir várias formas e sabores, consoante os condimentos e alimentos adicionados." Melhor era impossível. Então não é que o TOFU é um híbrido! Vai com tudo. Com todos. Pode ser carne, peixe, vegetal, chocolate... Depende da confecção. Isto abre potencialidades enormes ao nível da satisfação.
Outro alimento sucedâneo, maravilhoso são as SEMENTES de GIRASSOL com TAMARI e GENGIBRE. Que vou comendo às mãosadas enquanto escrevo. E que substituem o quê? Os salgadinhos, batatas fritas e de mais aperitivos. Não é fantástico?
Daqui a umas horas vou preparar o almoço. Uma MASSA de TRIGO SARACENO, com PESTO. Abri o apetite a alguém? A sobremesa: creme de AVEIA ou de MILLET. E o café substituido pela CEVADA.
Acabaram-se os tempos da Lasanha! 23 marzo Tiroteio na favela mais conhecida do PortoA favela da Fontinha, na cidade do Porto, foi alvo de um tiroteio que obrigou as forças policiais a encerrar o morro. Os habitantes sairam todos de suas casas para ver os carros da forças da ordem estacionados. E para comentar uns com os outros o sucedido. Os mais preguiçosos limitaram-se a ir à janela e a ver o aparato em casa.
A polícia chegou pouco depois das 16 h, horário local, bem a tempo da interrupção do lanche. Francisco Santos, dono do talho da favela comentava ao nosso jornal que apanhara um susto do caraças quando viu tanto carro patrulha no mesmo dia. "Aqui nem sombra de policial costuma aparecer", justificou o comerciante. Dona Aurora, uma idosa que mora mesmo em frente ao local onde os tiros foram disparados disse que nem ouviu os disparos, porque a Segurança Social se recusou a pagar o aparelho auditivo para o ouvido esquerdo, uma vez que o direito já usufrui de um dispositivo semelhante.
Uns trolhas que se encontravam a reparar o telhado de um das habitações foram testemunhas do incidente que não vitimou ninguém, para grande lástima dos trabalhadores que queriam um pretexto para que a obra fosse embargada. "A nossa esperança agora é que durante o enchimento das infraestruturas com betão, a gente possa encontrar alguns achados da época do Paleolítico inferior", disse Joca Pereira. Já o seu colega, que prefiriu o anominato, por se tratar de um trabalhador imigrante ainda ilegal, mostrou-se contra o embargo pretendido pelo outro trabalhador: "Obras ser bom, ganhar dinheiro para mandar para mulher!"
Neste momento a favela encontra-se vedada ao trânsito. O CSI local procede às investigações. As equipes procuram balas e outros vestígios que consideram importantes para a investigação. Os moradores permanecem em estado de alerta. Alguns correram à loja de electrodomésticos local para proceder à compra de máquinas fotográficas e câmaras de filmar para registar futuros desenvolvimentos deste caso. 20 marzo Deixando cair o acessórioNem sempre me entendem. Mas sei que alguns me lêem. Muitos não saberão. Faço listas de coisas que não preciso. Contrariamente ao que seria de esperar. Esta é uma lista de coisas que não vou fazer. Planos que fiz e dos quais vou desistir. Não por não acreditar neles. Alguns foram boas ideias. Os motivos seguem-se também juntamente com as desistências. Aos envolvidos nas ideias agradeço o empenho. Aceitem as minhas desculpas.
Desisto da revista de dança - Uma das melhores ideias que tive, logo a seguir à de deixar o emprego no jornal.
Desisto de publicar as minhas "estórias" - Já foram lidas, a sua maioria, as outras talvez merecessem publicação, talvez num outro blog.
Desisto de ler o EXPRESSO todas as semanas - É só política e poucos temas sociais, os meus preferidos, relacionados com assuntos mais ligados à solidariedade.
Desisto de fazer o mestrado na Universidade do Minho - Era apenas um pretexto para não deixar Braga uma cidade onde fui feliz, mas que já não suporto.
Desisto de aprender crochet - Já soube fazer em criança e se me esqueci da técnica foi por algum motivo que não quero contrariar.
Desisto de me mudar para Lisboa - Posso trabalhar para lá a partir do Norte, carago!
Desisto de fazer um blog com os meus artigos para servir de portofólio - Não tenho paciência, prefiro fazer tricot.
Desisto de ler o Corão - Prefiro a Biblia.
19 marzo Together we can build something beautifulPlease don't be scared
I won't dissapoint you Just look at my face I shouldn't love you anyway I wanna try it I think I'm already trying I'm already trying Because I believe it Yes I believe it And I am trying... (Feat. Lucia Moniz and Dr1ve) 10 marzo Post it to Heaven, notes from HellAqui estou eu sem ti. A minha vida pouco mudou desde que partiste. Continuo a trabalhar. Muito. Sem muita paciência, mas com determinação. Nunca mais respirei como quando estava contigo. O meu coração não bate igual. Amo no gerúndio. Como se o verbo fosse um incómodo. Do qual me poupo. Para evitar um sofrimento no infinitivo. Emagreci. Não encontrava tempo na agenda para as refeições. Sinto a falta das tuas repreensões. Tanto como dos teus mimos. Gostava que me pudesses abraçar mais uma vez. O nosso último abraço não foi suficientemente forte para me segurares. Caio. Por entre o medo do presente. E a saudade de um passado seguro. Porque ficou suspenso com a tua morte. Assim estou eu. Aqui parada. Sem ti. 08 marzo A maternidadeFui mãe de um pequeno Tsunami de 1 quilinho branquinho. Estou muito feliz com o meu bébé. Não chora. Aguenta-se bem 3 horas sem mudar a frandinha. Mas hoje de manhã tive o meu primeiro problema como mãe. Queria trocar-lhe a fralda e não a consigo remover. Tenho medo de o magoar e por isso vou levá-lo agora mesmo ao pediatra, que fica no Norte Shopping. Estou mesmo preocupada. Será que lhe apertei muito a barriguita. Tudo o que menos quero é ter de o deixar internado. Talvez me deixem passar a noite ao lado dele a fazer-lhe festinhas na carequinha. Que aborrecido. Pior é ser mãe solteira. Ter de apanhar o metro sozinha com o bébé nos braços. Em vez de poder acordar o pai e dizer: "Pega no carro temos de ir ao médico o teu filho não está bem!" Isto das produções independentes não é tão fácil como nos fazem crer nas séries de TV da FOX Life. A maternidade é uma fase da vida difícil de enfrentar sozinha. |
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