Perfil de AndreiaAr & CuraFotosBlogListas Herramientas Ayuda

Blog


26 mayo

LIXO

Sem recordações, sem memórias.

De Espanha, com Amor!

"Hola!"
A palavra denuncia a pessoa. Sonia, a minha querida Sónia. O meu "cariñio" gastou todas as moedas que tinha na carteira para telefonar à sua família portuguesa. Tão bom ouvi-la assim ao fim do dia. Cheia de "ganas" de dormir no meu sofá. Tantas quantas as minhas "ganas" de a ter cá no Porto, na minha sala hospedada. De lhe cozinhar a minha massa de peixe espada e ir com ela ao Contagiarte, de lhe dar a conhecer as minhas novas mobílias, o meu novo corte de cabelo, de partilhar com ela a minha vida, como tantas vezes fizemos. De subir a rua Nossa Senhora de Fátima com ela a comer pacotes de batata frita.
"Estava com medo que a tua mãe não percebesse já o meu Português que está um pouco esquecido..."
Mas não. A minha mãe percebeu. E o que não percebeu perguntou.
"Que fixe"
Falamos de férias. Levar os meus pais a casa dos dela. As tão desejadas férias a duas famílias. Seria tão bom, nós todos juntos a comer tortilha na varanda do Paco e da Encarna. A beber vinho do Porto. Que saudades desse futuro tão adiado.

Sabes onde eu estou!

Tony Carreira - Sabes Onde Eu Estou
by Ricardo/Tony Carreira

Eu já vi que vais mudar de vida 
Por um novo amor me vais trocar
P'ra mim não muda nada com tua saída 
Posso te perder mas tu não perdes teu lugar
Eu vou deixar tudo como estava 
Minhas emoções ficam iguais
Se o sonho que persegues 
Um dia der em nada 
E se precisares daquele amigo ou muito mais

Refrão:
Sabes onde eu estou 
Se quiseres voltar 
Seja por amor ou mesmo apenas pra chorar, 
Sabes onde eu estou 
E o que sou pra ti 
Seja pelo que for que tu regresses para mim 
Estou sempre aqui.

Vejo que estás mesmo de partida 
Por um novo amor eu sei que vais 
Mas se acordares sozinha ou arrependida 
E se precisares daquele amigo ou muito mais.

Refrão:
Sabes onde eu estou 
Se quiseres voltar 
Seja por amor ou mesmo apenas pra chorar
Sabes onde eu estou 
E o que sou pra ti 
Seja pelo que for que tu regresses para mim 
Estou sempre aqui.


Toda a vida vou ficar 
Tu podes mesmo não voltar 
Mas eu nunca me vou
Tu sabes onde eu estou. 

Refrão:
Sabes onde eu estou 
Se quiseres voltar 
Seja por amor ou mesmo apenas pra chorar
Sabes onde eu estou 
E o que sou pra ti 
Seja pelo que for que tu regresses para mim
Estou sempre aqui.

Sempre aqui

Sabes onde eu estou

Desculpem lá, não tenho espaço para as vossas teorias!

Lamento Teun Van Dijk, não quero saber dos teus estudos sobre o discurso. Paul Ricoeur, o que disse ao Dijk serve para ti, meu. Guardei durante anos fotocópias do teu livro "Qu'est-ce quún texte", e más recordações de quando tive de as ler, mas agora basta. Vão para o lixo. Acompanharão na lixeira a tua "Teoria da interpretação". Sorry. Fico apenas com "O poder simbólico" do Pierre Bourdieu.Curto tótil esse gajo. Mas não te entusiasmes Bourdieu que vou deitar fora o "Ce que parler veut dire". Não estou numa de grandes meditações.   M., desculpa lá também, mas as fotocópias da Lei de Imprensa , a Lei da Rádio e parte do Código Penal vão à vida. Mas não te preocupes, guardei o Código Deontológico. Ainda que tivesse sido apenas por uma questão de respeito. Sei-o de cor e podia deitá-lo fora. Olha, pensando bem, vou reconsiderar o respeito que disse ter. 
Desculpem lá, não tenho espaço para as vossas teorias!
Beijinhos a todos
Andreia
18 mayo

"Tru Calling "

Repetindo amanhã o dia de hoje.
17 mayo

De novo a espera

De novo a espera. Andando em círculos infinitos  em frente ao gabinete de onde saíra a derrareira notícia. Tão pouco esperada como previsível. De novo a angústia. As horas a amolecer pelo relógio como se fizessem apenas parte de uma pintura de Dalí. Batas verdes e amarelas em travessia pelos corredores. A vida e a morte a cada abrir e fechar de portas. A certeza ainda à espera de uma confirmação. A esperança mascarada de ignorância. A tristeza afogada a goles de ar. E de novo a espera.
14 mayo

A minha rua é igual à de Vinícius

Rua da amargura (Excertos)

 

A minha rua é longa e silenciosa como um caminho que foge
E tem casas baixas que ficam me espiando de noite
Quando a minha angústia passa olhando o alto

(…)

É uma rua como tantas outras
Com o mesmo ar feliz de dia e o mesmo desencontro de noite.
É a rua por onde eu passo a minha angústia
Ouvindo os ruídos subterrâneos como ecos de prazeres inacabados.
É a longa rua que me leva ao horror do meu quarto
Pelo desejo de fugir à sua murmuração tenebrosa
Que me leva à solidão gelada do meu quarto...

Rua da amargura…

 

Vinícius de Moraes

Rio de Janeiro, 1933
in
O caminho para a distância
in Poesia completa e prosa: "O sentimento do sublime"

O muro

O muro desabou. Não que tivesse sido inesperado. Há um ano e meio andava a ruir e há seis meses as vigas de madeira que o suportavam cederam. Depois de dias e dias a ranger sem que ninguém tivesse a noção do perigo. Desabou. E no abalo fez vacilar o que estava construído à sua volta. A poeira levantada chamou a atenção mas escondeu os blocos de pedra maciços esfacelados na terra.Quando o vento levou o pó, os destroços ergueram-se e todos constantactaram a sua fragilidade. Os engenheiros apressaram-se a apontar as falhas da estrutura que tentavam preservar. Deram-se grandes explicações. As vigas de madeira seriam provisórias até que se descobrisse um modo de introduzir cimento na estrutura sem lhe alterar o traço típico. Mas o cálculo da sustentabilidade das vigas teria sido mal feito. Falha humana. Do muro agora apenas as pedras. Houve então um arquitecto que apresentou um novo plano. Erguer o muro, aproveitando as sobras e acrescentando alguns materiais que lhe serviriam de suporte. Seria diferente do anterior. Implicaria custos. Mas a obra seria feita.  
04 mayo

One or two?

U2

One

 

Is it getting better
Or do you feel the same?
Will it make it easier on you now
You got someone to blame?
You say
One love, one life
When it's one need
In the night
One love
We get to share it
It leaves you, baby
If you don't care for it

Did I disappoint you
Or leave a bad taste in your mouth?
You act like you never had love
And you want me to go without
Well, it's too late
Tonight
To drag your past out
Into the light
We're one
But we're not the same
We get to carry each other
Carry each other
One

Have you come here for forgiveness?
Have you come to raise the dead?
Have you come to play Jesus
To the lepers in your head?
Did I ask too much
More than a lot?
You gave me nothing now
It's all I got
We're one
But we're not the same
We will
We hurt each other
Then we do it again
You say
Love is a temple
Love, a higher law
Love is a temple
Love, the higher law
You ask me to enter
And then you make me crawl
And I can't be holding on
To what you got
When all you got is hurt

One love
One blood
One life you got
To do what you should
One life
With each other
Sisters, brothers

One life
But we're not the same
We get to carry each other
Carry each other
One ... one