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De Espanha, com Amor!"Hola!"
A palavra denuncia a pessoa. Sonia, a minha querida Sónia. O meu "cariñio" gastou todas as moedas que tinha na carteira para telefonar à sua família portuguesa. Tão bom ouvi-la assim ao fim do dia. Cheia de "ganas" de dormir no meu sofá. Tantas quantas as minhas "ganas" de a ter cá no Porto, na minha sala hospedada. De lhe cozinhar a minha massa de peixe espada e ir com ela ao Contagiarte, de lhe dar a conhecer as minhas novas mobílias, o meu novo corte de cabelo, de partilhar com ela a minha vida, como tantas vezes fizemos. De subir a rua Nossa Senhora de Fátima com ela a comer pacotes de batata frita.
"Estava com medo que a tua mãe não percebesse já o meu Português que está um pouco esquecido..."
Mas não. A minha mãe percebeu. E o que não percebeu perguntou.
"Que fixe"
Falamos de férias. Levar os meus pais a casa dos dela. As tão desejadas férias a duas famílias. Seria tão bom, nós todos juntos a comer tortilha na varanda do Paco e da Encarna. A beber vinho do Porto. Que saudades desse futuro tão adiado. Sabes onde eu estou!Tony Carreira - Sabes Onde Eu Estou by Ricardo/Tony Carreira Eu já vi que vais mudar de vida Por um novo amor me vais trocar P'ra mim não muda nada com tua saída Posso te perder mas tu não perdes teu lugar Eu vou deixar tudo como estava Minhas emoções ficam iguais Se o sonho que persegues Um dia der em nada E se precisares daquele amigo ou muito mais Refrão: Sabes onde eu estou Se quiseres voltar Seja por amor ou mesmo apenas pra chorar, Sabes onde eu estou E o que sou pra ti Seja pelo que for que tu regresses para mim Estou sempre aqui. Vejo que estás mesmo de partida Por um novo amor eu sei que vais Mas se acordares sozinha ou arrependida E se precisares daquele amigo ou muito mais. Refrão: Sabes onde eu estou Se quiseres voltar Seja por amor ou mesmo apenas pra chorar Sabes onde eu estou E o que sou pra ti Seja pelo que for que tu regresses para mim Estou sempre aqui. Toda a vida vou ficar Tu podes mesmo não voltar Mas eu nunca me vou Tu sabes onde eu estou. Refrão: Sabes onde eu estou Se quiseres voltar Seja por amor ou mesmo apenas pra chorar Sabes onde eu estou E o que sou pra ti Seja pelo que for que tu regresses para mim Estou sempre aqui. Sempre aqui Sabes onde eu estou Desculpem lá, não tenho espaço para as vossas teorias!Lamento Teun Van Dijk, não quero saber dos teus estudos sobre o discurso. Paul Ricoeur, o que disse ao Dijk serve para ti, meu. Guardei durante anos fotocópias do teu livro "Qu'est-ce quún texte", e más recordações de quando tive de as ler, mas agora basta. Vão para o lixo. Acompanharão na lixeira a tua "Teoria da interpretação". Sorry. Fico apenas com "O poder simbólico" do Pierre Bourdieu.Curto tótil esse gajo. Mas não te entusiasmes Bourdieu que vou deitar fora o "Ce que parler veut dire". Não estou numa de grandes meditações. M., desculpa lá também, mas as fotocópias da Lei de Imprensa , a Lei da Rádio e parte do Código Penal vão à vida. Mas não te preocupes, guardei o Código Deontológico. Ainda que tivesse sido apenas por uma questão de respeito. Sei-o de cor e podia deitá-lo fora. Olha, pensando bem, vou reconsiderar o respeito que disse ter.
Desculpem lá, não tenho espaço para as vossas teorias!
Beijinhos a todos
Andreia 17 mayo De novo a esperaDe novo a espera. Andando em círculos infinitos em frente ao gabinete de onde saíra a derrareira notícia. Tão pouco esperada como previsível. De novo a angústia. As horas a amolecer pelo relógio como se fizessem apenas parte de uma pintura de Dalí. Batas verdes e amarelas em travessia pelos corredores. A vida e a morte a cada abrir e fechar de portas. A certeza ainda à espera de uma confirmação. A esperança mascarada de ignorância. A tristeza afogada a goles de ar. E de novo a espera. 14 mayo A minha rua é igual à de ViníciusRua da amargura (Excertos)
A minha rua é longa e silenciosa como um caminho que foge (…) É uma rua como tantas outras
Vinícius de Moraes Rio de Janeiro, 1933 O muroO muro desabou. Não que tivesse sido inesperado. Há um ano e meio andava a ruir e há seis meses as vigas de madeira que o suportavam cederam. Depois de dias e dias a ranger sem que ninguém tivesse a noção do perigo. Desabou. E no abalo fez vacilar o que estava construído à sua volta. A poeira levantada chamou a atenção mas escondeu os blocos de pedra maciços esfacelados na terra.Quando o vento levou o pó, os destroços ergueram-se e todos constantactaram a sua fragilidade. Os engenheiros apressaram-se a apontar as falhas da estrutura que tentavam preservar. Deram-se grandes explicações. As vigas de madeira seriam provisórias até que se descobrisse um modo de introduzir cimento na estrutura sem lhe alterar o traço típico. Mas o cálculo da sustentabilidade das vigas teria sido mal feito. Falha humana. Do muro agora apenas as pedras. Houve então um arquitecto que apresentou um novo plano. Erguer o muro, aproveitando as sobras e acrescentando alguns materiais que lhe serviriam de suporte. Seria diferente do anterior. Implicaria custos. Mas a obra seria feita. 04 mayo One or two?U2One
Is it getting better |
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